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ARTIGO
Dez anos para 'enquadrar' a salmonela
12/03/2018

Em meio aos desdobramentos da Operação Trapaça, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, admitiu ao Valor que o Brasil deve levar cerca de 10 anos para conseguir reduzir dos atuais 17% para 7% o índice de contaminação por salmonela na carne de frango, e com isso atingir a média dos países desenvolvidos registrada nos últimos cinco anos.

Na segunda-feira passada, a Polícia Federal deflagrou a Trapaça, nova fase da Operação Carne Fraca, que revelou um esquema de fraudes envolvendo laboratórios e a BRF na análise de salmonela na carne de frango.

Rangel afirmou que há um longo caminho pela frente para alcançar a meta, já que o índice de contaminação registrado no Brasil é considerado elevado para os padrões internacionais, que toleram no máximo 20% de ocorrência da bactéria em amostras do produto.

"Para reduzir de 17% para 7% a prevalência de salmonela vão no mínimo 10 anos. Mas em função do risco de contaminação que está controlado no país não é muito tempo", disse. "Nos Estados em que está em 13%, vou chegar a 7% em três anos, mas em outros tenho que fazer um esforço maior".

Rangel lembrou que o país só pôde identificar esse alto grau de contaminação depois que o Ministério da Agricultura passou a fazer testes em sua rede oficial de laboratórios (Lanagro), a partir de uma Instrução Normativa editada no fim de 2016. Antes disso, porém, só laboratórios privados contratados por frigoríficos realizavam esses testes. Informações de mercado apontam que a prevalência da salmonela informada nessa época era em torno de 4%.

Mesmo assim uma tabela com a série histórica da presença da bactéria Salmonella spp (uma das espécies mais comuns) em amostras de carcaça de frango coletadas em frigoríficos sob fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ao qual o Valor teve acesso, indica que a prevalência desse micro-organismo praticamente não mudou desde 2013. Entre 2013 e 2015, a incidência da bactéria foi de 16,69%, enquanto em 2016 foi de 17,17%, e em 2017, 17,2%.

Fonte: Valor
Autor: Cristiano Zaia


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